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SOLO: Uma história genial da música brasileira!

Gostaria de ler um livro sobre a história da música brasileira, escrito por um dos maiores Gênios da música brasileira?

Leia: Solo – Memórias – Cesar Camargo Mariano 

Solo é livro obrigatório em todos os sentidos: para quem quer conhecer a história de uma época de ouro na música brasileira; para quem quer se inspirar; para quem quer apenas ler uma ótima história de vida; para quem quer beber um pouco da sabedoria deste grande Gênio da nossa música brasileira contemporânea. Definitivamente, Solo é livro obrigatório para qualquer músico. Confesso ter lido o livro com todas essas intenções. Confesso que não me surpreendi com a qualidade da obra, pois já conhecia o compromisso que este homem possui com a estética, e tudo o que vem da mão dele, é ouro. Mas confesso também que chorei muito, pois sou desses que choram quando se deparam com algo muito belo.

Cesar Camargo Mariano é um desses raros artistas que possuem o dom de “encantar” uma multidão e pessoas sem ao menos ser notado, e por consequência, “enlouquece” aqueles que o percebem por traz da sua mágica. Como todo artista genial, Cesar é multi-artista: Pianista excepcional, compositor, arranjador, artista-plástico, escritor, e por aí afora. Mas como arranjador e produtor, Cesar foi o responsável pelas mais belas obras já produzidas na música  brasileira, e literalmente imortalizou a obra de artistas consagrados, como Elis Regina, Gal Costa, Maria Bethânia, Simone, Rita Lee, Leny Andrade, Beth Carvalho, Ivan Lins, Milton Nascimento, Joao Bosco, Gal Costa, Chico Buarque, Gilberto Gil, Caetano Veloso, Maria Bethania, Nana Caymmi, Djavan, Jorge Benjor, Wilson Simonal, Simone, Armando Manzanero, Sadao Watanabe, Leila Pinheiro, Ivete Sangalo, Jair Rodrigues, entre muitos e muitos outros. E tudo isso, discretamente, sem chamar muita atenção. Comum no meio artístico dizer que tudo o que passa pelas mãos do Arranjador Alquimista, se transforma em ouro, como mágica! E é neste sentido que reafirmo que o Cesar “encanta” sem ser notado, e “enlouquece” aqueles que são conscientes de sua presença atrás dos panos.

Eu mesmo, conheci Cesar quando já era encantado por ele, e ainda não sabia. Era 1985, quando tinha apenas 11 anos e estava dando os primeiros passos nos estudos de música,  e aconteceu o “Festival dos Festivais” da Globo. Cesar não apenas dirigiu o festival, mas compôs o tema de abertura, chamado “Fest Wave”. Claro que fiquei louco… Daí veio “MITOS”, “PONTE DAS ESTRELAS”, “PRISMA”, “TODAS AS TECLAS”, “SAMAMBAIA”! Faz 30 anos que Samambaia, Curumim, Salamanca, Dom Quixote, Guaicá, e centenas de outros sons maravilhosos que me tiram o sono até hoje! Durante muito tempo, estudar música era quase sinônimo de estudar Cesar! E é fácil de encontrar por aí, milhares e milhares de músicos com uma história muitíssimo parecida com a minha. Cesar é a referência das referências!

Solo é uma ótima oportunidade para ficar à sós com o Mestre, e ouvir algumas de suas histórias maravilhosas, que ele separou cuidadosamente para nos contar, e elevar nossas almas, e ao mesmo tempo deixar esse maravilhoso documento registrado em nossa história.

No livro também é possível apreciar uma faceta pouco conhecida de Cesar que é seu talento com ilustrações. São belíssimas e possuem uma grande força expressiva, e não apenas ilustram o livro, mas ajudam a contar a história de uma maneira bem subliminar.

Ave Cesar!

Jobert M. Gaigher
Equipe Quanta Brasil


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