foto1ano

Biografia

Nasci Jobert Michel Gaigher aos 23 de Abril de 1974, em Araraquara – interior de São Paulo, onde comecei a descobrir o maravilhoso universo da música ainda menino. Fui o filho caçula de uma família muito musical, e desde muito cedo aprendi a apreciar música de qualidade. Meu primeiro contato com a música e o audio foram os LP’s e a vitrola do meu pai. Com 4 anos já me lembro de ouvir, Cartola, Chico Buarque, Caetano Veloso, Joao Gilberto, Tom Jobim, Beethoven, Mozart e por aí afora. Quando criança, meus pais eram os proprietários do restaurante Chambom na rua 2, e cresci ouvindo meus pais, irmãos, primos e todos cantarem, acompanhados pelo excelente violonista “Zé da Conceição” que não saia lá do restaurante. Aos 5 anos de idade já tocava os primeiros acordes no violão do meu irmão mais velho: LA e MI MAIOR. Quando tinha 6 anos, meu pai, acreditando no meu talento, me deu um teclado de brinquedo, com 3 oitavas. Desde então que tento ser e me reconheço como um músico. Esse ofício maravilhoso e abençoado. Aos 9 iniciei o curso de órgão eletrônico, oferecido pela recém inaugurada Opus Music em Araraquara, onde acabei estudando piano também, e acabei me formando meio que na marra uns 8 anos depois. É que na época eu não me dava muito bem com teoria, e queria saber só de tocar. Além disso, como tinha um bom ouvido, bastava geralmente uma audição com atenção para aprender a tocar as músicas. Assim eu sempre pedia pra professora antes de tentar, e depois, fingia que estava lendo. Um erro aqui, outro ali, ela corrigia, e eu passava de lição. Até os exercícios de técnica eu aprendia de ouvido e observação. Isso me acarretou uma deficiência em leitura de partituras que trago até hoje. Em 1988, tive meu primeiro nascimento como artista junto a um órgão eletrônico, no teatro municipal de Araraquara. Nesse mesmo dia, ouvi pela primeira vez um de meus grandes Mestres na música, e hoje um grande amigo, o “Mestre Eduardo Montoro”. Fiquei vidrado naquele som, e daquele dia em diante, o estilo livre e criativo do jazz, sobre tudo do jazz brasileiro, viraram uma obsessão pra mim. Em 1991, com a orientação do Duda (Eduardo Montoro) e a paciência da Susy Mendes, minha eterna professora de piano e amiga estimada, me inscrevi no “III Festival Nacional de Órgão Eletrônico”, patrocinado pela então Minami do Brasil, e obtive o primeiro prêmio tocando uma música de um outro grande Ídolo e Mestre musical, hoje também um grande amigo, o Mestre Cesar Camargo Mariano.

Alem das influências do jazz, e do “sólido conhecimento da teoria musical adquirido neste período”, guardo desse tempo muita saudade e grandes amigos que tento conservar até hoje.

O meu aperfeiçoamento prático começou nos salões de baile do interior de São Paulo, Minas Gerais e Paraná. Toquei como tecladista num monte de banda de baile, mas guardo carinho especial pela banda Conexão de Araras. Lá conheci o Bida, o Francis, o Dino, e Claudio Kron do Brasil, uma figura maravilhosa e irmão querido que hoje vive no Reino Unido. Posteriormente, comecei a tocar piano mesmo, na noite, em numerosos bares de Jazz de Campinas e São Paulo. Sempre gostei do teclado, mas sempre amei o piano. Foi nesse tempo que conheci a Thyone Torres, Helder Samara, Gilba, Pepa, e tantos mais… Quanta saudade desse tempo maravilhoso…Nessa minha estrada, acompanhei também alguns artistas, diferentes grupos de música, diversos cantores, e toquei uma grande variedade de estilos de música, acredite quem quiser, já toquei até sertanejo e pagode. Nem enterro escapou. Toquei de tudo e para todos. Tenho muito agradecimento à vida e às pessoas por me permitirem ter exercido durante esses últimos 20 anos esse ofício maravilhoso de profissional da música. Espero poder continuar fazendo isso por toda a minha vida, afinal, fazendo isso durante tanto tempo, não deu pra aprender outra coisa. Tentei ser advogado, mas no segundo ano de direito, desisti, e resolvi ser músico pra desespero da família, que com o tempo acabou aceitando o fato.

ukEm 2003 me mandei pra Londres onde tive que fazer um monte de coisas pra me virar. De cara, um amigo me arranjou para acompanhar um cover do Frank Sinatra num bar em Guildford. Também toquei guitarra base em uma banda de jazz, e dei aulas de piano. Ministrei oficinas sobre música brasileira e também fiz algumas gravações para cantores britânicos. Tive a imensa alegria de atuar novamente ao lado de meu estimado amigo e irmão, Claudio Kron do Brasil. Um artista em vários sentidos. Tocamos em vários festivais e eventos ao vivo no Reino Unido e Espanha. Elektribal foi o som que fizemos por lá… Uma super experiência e tempos que sinto muita saudade também. No mesmo tempo fui vendedor de piano e teclados na Andertons Music Co.. No festival de verão de 2005, fui convidado para fazer alguns concertos na Espanha, na região de Tarragona. Um dos lugares mais lindos que já fiquei. Infelizmente o inverno chegou e durante todo o mês de Outubro o único trabalho que arranjei foi o convite para tocar piano em um enterro, acredite quem quiser. Foi então que preferi voltar pra Inglaterra, onde era mais fácil de se virar com música e tecnologia musical. Porém foi durante esses 3 meses vivendo naquele lugar maravilhoso, tive a sorte e benção de conhecer minha amada esposa Nuriah B. M. Gaigher. Nesse período tive a oportunidade ímpar de expandir meu network profissional e aprimorar meus conhecimentos musicais e artísticos através da convivência e parcerias com vários outros músicos e artistas amigos de diversos países e nações.

Em Fevereiro de 2008 retornei ao Brasil acompanhado de Nuriah, e de cara montei uma espécie de espetáculo protesto musical e teatral, denominado “O Homo Artisticus Artisticus”, que misturava música, poesia, teatro e artes plásticas. Numa gaiola cenográfica, a performance expunha a figura do artista personificado no “Homo Artísticus Artísticus” que ficava em exibição como um animal no zôo. Na gaiola, o artista se utilizava de instrumentos musicais, declamava poesias e pintava um quadro usando o público como modelo. Placas alertavam: “Homo-Artísticus-Artísticus / Espécie ameaçada de extinção / Favor não atirar alimentos para o artista!”. Acabei sendo contratado pela virada cultural de São Paulo, o que me deu um pouco de holofote e acabei conseguindo levar essa loucura em frente por quase seis meses.

Nesse período acabei eleito por músicos da cidade de Araraquara, membro do conselheiro municipal de cultura, ocupando a cadeira de música, onde lutei entre outras causas, pela elaboração de um código de ética modelo para todos os conselhos de cultura municipais.

droppedImage_2Ainda em 2008, tive mais uma breve passagem pelo teatro, dirigindo o grupo “Os Prosoprotrópicos” em um musical contemporâneo que reunia novamente teatro, dança, musica e Poesia: “4 ATOS EM 19 ETHOS, CADA ETHOS COM 3 MINUTOS e A CADA 3 MINUTOS UM NOVO ETHOS, SENDO QUE O 6º ETHOS TEM 6 MINUTOS”. Esta montagem foi continuidade de um processo em desenvolvimento pelo grupo prosoprotropical que misturava interatividade e arte pós-moderna através de um experimento sensorial e artístico com a plateia, estabelecendo uma comunicação “Ultra Língua”. Ou seja: Maluquice pura…

 

No momento tenho a honra de coordenar um projeto de educação musical denominado e-SOM, da Quanta Educacional, empresa que desenvolve material de educação musical para o ensino básico e profissionalizante com o auxílio de ferramentas tecnológicas. A Quanta Educacional é uma das unidades do Grupo Quanta Brasil.

Também trabalho como consultor de marketing na Priorart Brasil, empresa especializada em serviços e consultoria em mkt digital.

droppedImage_1


Siga minhas páginas nas redes sociais
facebooktwittergoogle_pluspinterestlinkedinrssyoutubetumblrmailfacebooktwittergoogle_pluspinterestlinkedinrssyoutubetumblrmailby feather

Deixe um comentário